
MEU POEMA ETERNO!
As velas, apoiadas em pesados castiçais de ferro, derramam sobre o soalho a cera,
formando cascatas de estalactites por entre o tremeluzir da sua própria luz.
A cinza do incenço que arde um pouco por todos os cantos,
espalha-se como sementes ao vento,
com a brisa que se infiltra por entre as frestas das janelas.
No meio desta atmosfera turva e aromática,
sento-me, sobre a minha cadeira de balanço, com papel e caneta,
escrevendo um poema eterno,
que o tempo não deixará terminar.
O corpo imutável de menino,
leva o espírito para lá dos limites deste mundo,
olhando na distância para o vazio que separa a realidade da ficção,
este mundo do outro, onde o tempo corre veloz
e a vida palpita.
Aqui, onde o tempo dorme, mora a minha alma,
qual criança perdida,
escondida das agruras da realidade.
MAGO ENZO
lindo poema, foi um prazer me encontrar em seus versos!
ResponderExcluirAdriana Olá!
ResponderExcluirVenho lhe deixar um beijo. Te encontrei no Aharon e gostei muito da tua poesia, parabéns.
Também por aqui tudo é muito bonito.
Voltarei se me permites.
E caso te apeteça, meu espaço é aqui:
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