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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A ETERNIDADE


Há coisas que não podemos entender
Antes que nos seja permitido...

Deus é tão claro com todos,
E, mesmo assim,
Teimamos em querer entender
O que já nos é entendido.

Pois que, o nosso único mandamento
É o amor-perfeito.
Assim que é direito, entendo.

Buscamos o que já temos,
E o que já nos é eterno para todo o sempre...
Visto que, dignamente,
É o que nos anseia o coração:
A eternidade inteira...

No mesmo tempo, velamos a morte,
Como que nos fossem a única vida,
A única corrente entre um caminho de sorte,
Onde há chegada, e onde há partida.

Mas certo que qualquer arvoredo
Nasce e se faz expor ao tempo de sol,
Como que cedo viesse a noite,
Como que os dias se clareassem no arrebol.

(Poeta Dolandmay)

terça-feira, 10 de agosto de 2010

AMOR DE VERDADE


Hoje eu quero lhe dizer da minha paz,
Mas também dizer que eu já chorei demais
Quando tudo em mim era só saudade...

Jamais imaginei que eu estaria assim
Tão perto de você e você de mim,
Que agora eu choro, mas de felicidade...

É só agora que eu vejo o dia amanhecer,
E que, a minha paz, é amar você!

Quando a gente sente um grande amor
Simplesmente não dá pra esconder.
Mas seja na felicidade, ou seja, na dor,
Só se dá valor quando se vê perder.

Eu já nem lembro mais daquelas noites
Quando o escuro não me tinha fim,
Eu só sei que agora eu sou feliz
E que você, oh, meu amor, é feliz em mim.

(Poeta Dolandmay)

domingo, 13 de junho de 2010

A chegada


Aparecem as flores na terra
E a vinde em flor, imaculada.
Ao fim a ânsia da espera,
É a chegada de minha Amada.

Hei-lá aí, vem, ó meu Amor
Já escuto o teu falar,
São meus os teus afetos
Que tanto tenho a esperar.

Agradável é a tua face.
Tu és a luz dos meus caminhos
E no oculto das ladeiras
Tu és o lírio entre os espinhos.

Venha-me sob a luz da lua
Na sua densa claridade,
E pelas fendas das penhas
Como um luzir de felicidade.

Tu és como o próprio Sol
No seu clarão em esplendor.
Tu és a Vida de minha Vida
E para sempre o meu Amor.

(Poeta- Dolandmay)

No teu infinito...


Não digas que o meu amor não te serve mais,
Lembra-te das horas puras, da paixão, e desejo,
Lembra-te, ó meu Amor, do místico beijo;
Que nem no tempo mais extenso se desfaz!...

Amo-te demais, ó meu Amor, amo-te demais!...
Não vás ao destino se entregar, em mim te deixo
Apossar-se dos meus dias plenos e de ensejo,
A rogar-me na alma os infinitos dias de paz!...

Sou do teu amor à sombra o teu mesmo amor,
O agrado do teu peito, o cálice, sou o teu calor,
O sangue a te queimar o corpo nas horas frias!

Não digas... Ó meu Amor, não digas mais nada...
Veja o sol que deita, veja a lua beijar a alvorada,
Eu sou o ouro a clarear o infinito dos teus dias!...

(Poeta- Dolandmay)

Senhor da Vida!


Ó Ser supremo dos meus dias!
Alma mansa das minhas noites...
Gigante infante das magias...
Que me deste a força - os afoites.

Ó Ser que fita as melancolias!...
Que leva a costa, as tuas foices,
Em meio aos grãos das orgias...
Por talhar as pragas dos açoites!

Derramai todas as tuas vontades
Sobre as almas frias de maldades,
Ó ser puro, de todos os amores...

Levai o desejo da vida as frontes,
Que reconheçam em ti as pontes...
Da salvação, o jardim das flores!

(Poeta- Dolandmay)

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Pra ser feliz em ti


Quando tudo em mim for de verdade
Quando o seu amor não for saudade,
Talvez eu volte a sorrir.

Até hoje eu não tive nada
Nem ao menos a tive como namorada
Pra podermos juntos sorrir...

Eu queria deixar de escrever
Para deixar de pensar em você e chorar
Para esquecer um pouco de te amar
Nesta minha solidão...

Eu queria, nem que fosse para a eternidade,
Ser ao menos uma melodia de saudade
Que aos seus ouvidos tu pudesse ouvir
Que te fizesse se lembrar de mim, (e rir você.)

Pois a felicidade
Não é somente a de quem a reclama
É na verdade a de dois que ama
E se de nós dois for à esperança
Talvez eu volte a sorrir.

E, eu queria, queria deixar de compor
Pra ninguém nunca mais cantar
As canções que em ti declaro o amor,
Que declaro o meu jeito louco de te amar.

Amar na loucura de ser feliz,
É o que todo coração diz,
Precisar pra sorrir!...

(Poeta- Dolandmay)

CONCEDA-ME


Esquecer no coração toda a dor,
As falsas verdades desse tempo!
E, renascer, novamente pro amor,
Um novo sentir, novo momento!

Espargir toda a tristeza ao vento,
Como o lírio, em fim de esplendor!
E, recriar, uma única e nova flor,
Mais bela, e de novo sentimento!

Assim serão os meus novos dias,
Oh meu amor, as minhas alegrias:
De verdades únicas, sem ilusão!

Trarei lhe no peito um novo sentir,
Um regalo forte, um novo existir,
Ao renascer o meu imenso coração!

(Poeta Dolandmay)

DESEJOS RAROS


Por sonhar-te, nos teus dias belos, querida
Ando assim, tão ansioso, por teu querer!...
Quanto amor, quanto desejo há no teu ser,
Quanta cobiça louca de paixão incandescida!

Jamais vi um amor assim numa outra vida:...
Orgias escondidas, desejos raros de prazer,
E nos afetos ocultos sob o além d’um viver
O vil despertar duma ambição tão perdida!

Eu quero me embriagar no teu amor tanto...
E sobre os teus anseios sair do meu acalanto,
Da dor que me fere, sob iguais cobiças tuas!

Sonhar-te-ei, por os teus rastros encontrar...
Mesmo que me seja abstruso poder te amar,
Quero gritar-te em versos loucos, pelas ruas!

(Poeta- Dolandmay)

TEMPO PERDIDO


Eu não queria que o dia de hoje estivesse nascido
Assim, talvez, eu não a tivesse perdido,
Pelo tempo que a tenho esperado na minha vida.

Se talvez eu fosse do teu sonho eternamente,
Se talvez eu a pudesse encontrar de repente
Nas linhas que te descrevo, nesta chama erguida,
O tempo não se diria inimigo da paixão.

Mas diz o Poeta que p’ra amar tem que sofrer,
Tem que se deixar que o tempo nos faça esquecer
As feridas que os desejos nos fazem ao coração.

Amar não é simplesmente sentir um calor
Não é como existir num jardim enfeitado de rosas
É também passar por as mágoas dolorosas
E loucamente as devolver enfeitadas de Amor.

Assim quero te dizer, ó meu Amor, nesta hora:
Que tenho no meu peito um coração que te devora
E que igual sente as agonias, da tua mesma dor.

(Poeta- Dolandmay)

quinta-feira, 10 de junho de 2010

PRECE


Oh criatura luzente de afetos frêmitos,
De intensos prazeres, de doutrina leve,
Que na epístola mordica se descreve;
E que se desfaz, e se lança ao infinito...

Criatura de imensa voz, e de um mito;
Do irreal dos louvores, único e breve,
E das palavras, que sombria se escreve
O amor, desleal de solidão, e maldito...

Oh ser que de paixão fremida se renova,
Que se arremessa, e que se prova
Na imortal combustão de suas dores...

De o seu ventre alimenta-me em calor,
Traz-me o seu fruto, imune de dor;
O de igual coração, os de seus amores!

(Poeta Dolandmay)

VAGO


Tenho a viola e uma rosa,
E o coração entreaberto.
Falta-me a letra pra cantar,
Sou um imenso deserto.

Só me basta uma prosa
Fugidia da boca de alguém,
E me basta que saiba amar
E que saiba tocar também.

Procuro um cerne perfeito
Que seja louco de amor,
Que não tenha muito desejo
Nem que seja o esplendor.

Mas que tenha no peito
As perfeições de um viver
Para que no canto da viola
A paixão não lhe envolver.

E quando eu lhe der a rosa
Possa se lembrar de mim
Na voz que lhe consola,
No deserto do meu jardim.

(Poeta- Dolandmay)

AMOR FINAL


Quanto tempo, Amor, quanto tempo...
Eu já estou a viver tão distante de ti.
Traz-me a esperança, Amor, traz.
Já não me existe tanto amor por aqui.

Eu já estou a sofrer por demais...
A sofrer, por estes dias banais,
Sem o teu amor ao lado de mim.

Traz-me a esperança, Amor, traz.
Já não mais suporto sofrer tanto assim.

Irei dizer ao mundo do meu sentimento,
Mas todos já sabem que te amo demais.
Então, eu vou dizer também do lamento,
Que foi por te amar a estes dias iguais...

Veja Amor, que não te peço lealdade,
Eu apenas te peço na verdade
Que não mais me faça por ti implorar.

Traz-me a esperança, Amor, traz.
Que neste mundo só vivi por te amar...

Quem sabe assim eu consiga a paz
Neste meu coração que já chega ao final.
Quem sabe eu volte a viver o normal
Amor de mim, por morrer nunca mais...

(Poeta- Dolandmay)

NOS SENTIDOS DELA


Entraste-a nos meus sentidos, Amor
Quando plena vierdes de coração!...
Abolindo, da minh’alma, tão forte dor,
Que está a rogar... Por tua paixão!...

Buscá-la-á, assim, no meu esplendor
A minha abrasiva e acentuada razão,
Desabafando, do teu peito, o langor
Que te cobres sob as mantas da solidão!

Não há Amor, num outro sentimento
Desejos que sinto, por todo o momento,
Que me faça viver... Tão louco assim!...

Eu quero dizer-te que sou em ti eleito!
Abrandar-te-á o meu coração desfeito
Quando vierdes tão loucas, sobre mim!...

(Poeta- Dolandmay)

DESEJO DE UM ANJO


Ah! Os meus amores,
Quão lindos são os meus amores,
Fonte de minha paixão
São os meus amores!...

Quando eu ainda era ninguém
Dentre o meu jardim de flores,
Fostes quem me fizeste alguém.
Ah! Os meus amores,
Tão cheios de amor também!...

São todas as minhas cores,
Minhas sombras ao calor do dia.
Ah! Os meus amores,
É toda a minha alegria!...

Quando estou às trevas do mundo
Tão mortiço de coração,
Num triste sentimento profundo...
São os meus amores
Que me enchestes de razão!...

Quando eu me for desta terra
Em espírito, corpo-celeste,
Onde em alma aqui se encerra,
Será para os meus amores
Que doarei o meu coração!...

E quando os encontrar novamente
Aos pés de Deus, ao infinito...
A meus amores será meu grito,
Por junto a mim, eternamente!...

(Poeta- Dolandmay)

quarta-feira, 9 de junho de 2010

VAIDADE


Como posso dizer-te dos desejos,
Se em mim são loucos também!
Como posso falar-te dos ensejos,
Se me é igual os que você tem?!

Anseios! Que nos faz enlouquecer,
Perder a razão, completamente!
Demências! Que nos faz sofrer,
Se não às tivermos dentre a gente!

Loucuras! Que dizer-te não podia,
Já que me é também em euforia...
Dentro d’alma, é dor e sofrimento!

Mas, falar-te de amor ao coração,
Talvez eu possa, dizer-te de paixão,
Já que me é igual por sentimento!

(Poeta- Dolandmay)

ALMA - PERFEITA



Se eu pudesse ser...
Cada sentir de teus desejos,
O calor que sai de teus beijos,
A emoção que te faz viver!...

Se eu pudesse ser...
O pulsar de seu coração,
O teu sangue quente, em expansão...
Que a si se faz exceder!...

Se eu pudesse ser...
A tua magia e o teu encanto,
A paixão, que em ti és tanto,
O afeto, que não te faz perecer!...

Se eu pudesse ser...
Só em ti, a tua alma pura,
Tão meiga, Oh bela criatura,
Por Amor, jamais iria sofrer!...

(Poeta- Dolandmay)

A BOÊMIA


As noites são de desejos, ardentes...
As madrugadas: rochas de amor.
E o teu corpo indecifrável e quente,
É como um vulcão em esplendor!

Do mel de sua boca sou dependente,
É o meu vinho – cálice de condor.
E o teu beijo insano e consistente,
É como um tufão, em intenso furor...

Anseio os teus dias de sol, a arder...
Nas claridades benéficas de seu luzir,
Nos teus íntimos vadios, me prender.

Trago no peito o pulsar d’um existir...
Em magnitude plena a enlouquecer,
Por mais um teu sonhar, eu exprimir!

(Poeta- Dolandmay)

DAMA DA NOITE


Falei de você quando eu não mais queria falar
Por tentar esquecer o seu amor desigual
Que é de amar como um ser estranho anormal,
Eu falei de você por ainda querer te encontrar.

Não dá pra negar à distância do nosso amor
Nem por experiência e nem por vaidade,
Não dá pra mentir do existir d’uma dor
Que ao peito carrego por sua imensa saudade.

Ah como eu queria te encontrar novamente,
Viver dos momentos de te amar simplesmente
Sem ter a diferença que existe entre a gente.

Eu amei sem medir as consequências de um dia
Num amor que me era proibido sentir,
Num amor em que apenas poderia existir
Os encantos selvagens d’uma noite em orgia.

Oh dama das noites e de um falso querer
Falei de você por me ser exultante,
Por os sentimentos eu não saber esconder
Falei de você por me ser de verdade um amante.

(Poeta Dolandmay)

segunda-feira, 7 de junho de 2010

INCONDICIONAL


Os dias que me passam
Não são os dias de ti,
Mas os dias que te passam
São os dias de mim...
Por que amor,
Por que fui te amar tanto assim?
Se os teus dias de sol
Não são como os das estrelas,
Se a lua que te clareia
Não me é de a mesma luz!

Eu não sei te esquecer
E nem mais consigo entender
O que tanto me conduz
Até você,
Tendo apenas o meu pensamento
Neste espaço de saudade...
Por que amor,
Por que tenho que sofrer tanto
Na canção que eu te canto
Dentro do meu coração
Com tamanha intensidade?

Deixo-te os meus dias
A te lembrar das alegrias
De quando os teus dias
Oh, meu amor
Em mim era em igualdade!
Dolandmay

O AMOR QUE SE FOI


Onde estão aqueles dias teus
Que também foram os meus
Tão imensos, com tanta alegria,
Que nos foram de amor
De tanto calor, dias de cor,
E de tanta luz, como os da lua,
Que nos puseram no coração a magia
Carregada de encantos,
Que nos puseram os cantos
Do infinito azul, pra cantar
Sobre o imenso mar, a navegar
Contando as estrelas do céu...
Ah, os dias de paixão, onde estão
Aqueles que eram sem ilusão pra viver,
Onde está a esperança,
Oh meu amor, onde está você?

Dolandmay