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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Amores Virtuais

Não brinque com amores virtuais
Eles são como todos os amores,
Provocam as mesmas mágoas, mesmas dores
Daqueles que chamamos de normais.
Estes porém machucam ainda mais,
Pois nunca se dividem os cobertores,
Dos beijos não se provam os sabores,
Nem vão-se pelos ímpetos carnais.
Mesmo assim, quando este amor se acaba
Os dias perdem o brilho, a alegria,
Parece que ao redor tudo desaba.
E a solidão ao cúmulo se revela;
Chorar-se um frágil amor que só se havia,
Na fina transparência de uma tela.
Jenário de Fátima
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Amor e ódio

O amor é o mais belo dos sentimentos.
É como o olhar do cão que o cego guia.
É a fonte onde a boca dos sedentos,
Se entrega, se refresca e se sacia.
O amor é qual unção dos olhos bentos.
Que as feridas das almas alivia.
É a chave que abre as portas dos detentos
Pra que o sol vejam nascer no outro dia.
No entanto, quando o amor vira loucura
E ultrapassa os limites da razão
Muita gente, sem base ou estrutura
Ao bater-se frente a desilusão,
Perde todos seus gestos de ternura,
E odeia em mesmíssima proporção.
Jenário de Fátima
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Caricaturas

Quantas noites de sono nós perdemos.
Revendo o velho filme, as mesmas cenas,
Lamentando falhas grandes, e as pequenas
Lamentando os muitos erros que tivemos.
Dos delitos de amor que cometemos,
A vida vem e nos cobra duras penas
Nos condenando a máscaras apenas
Caricaturas do que já vivemos.
Mas o que passou e não tem jeito
O amor ficou guardado na saudade
Guardado como um nó, dentro do peito.
E sempre ao resgatá-lo, em seus desterros,
Juramos junto a toda santidade,
de não mais cometer os mesmos erros!
Jenário de Fátima
Agora na belíssima interpretação da Madalena
http://www.youtube.com/watch?v=tNwSAkDhgEo&feature=player_embedded
terça-feira, 17 de agosto de 2010
TE AMO!
Eu te amo, com a força dos temporais,
Com a fúria incontrolável dos vulcões.
Com a energia acumulada nos trovões
Desde longos tempos imemoriais.
Eu te amo, com a leveza dos cristais,
Com a textura das rosas em seus botões.
Com as notas delicadas das canções
Com as cores de mil roupas nos varais.
Eu te amo todas as horas do dia
E este amor ora leveza, ora tormenta,
Este amor que hora é prazer ora agonia
Pra meu barco é a segurança de um cais.
Muito embora ele saiba e se contenta
Que apenas é so mais um!...e nada mais!
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