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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

ODE AO AMOR


Longe de mim o desejo de ser
as cinzas das horas mortas em
vida, ou o receio de parecer no
tempo o sofrimento da paixão
cindida.
Na tormenta do nosso sangue
revolto, a liberdade de sermos
nós nas fronteiras do amor um
só corpo, eleva-nos os corações
sem peso, quando os lábios...
Enleados pelo desejo selam o
beijo, acordando nossos sexos
na explosão em gozo e no
comandandar o sentido das
coisas, onde se embriagam os
amantes na paixão!

o.vasconcelos

terça-feira, 10 de agosto de 2010

FONTE DOS DESEJOS



No calor da noite, chega-me aos
sobressaltos a saudade do teu corpo,
ferindo-me de ternura a lembrança da
tua sedução, dando ocupação à minha
vadia paixão...
Entre o gesto e o espanto pressentido,
onde bebo da tua água, fonte dos nossos
desejos em amor, na minha imensa
solidão, vejo-te...
Em frêmitos suaves da paixão, no jorrar
de nossas grutas sagradas.
Magoa-me o sangue de raiva quando do
tempo em que em ti faço morada, me
afasto...
Trazendo comigo o sabor dos teus beijos e
o sombrear do teu desejo, onde estremeço
o peito, no desabotoar tua nudez calada!

_ o.vasconcelos _