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segunda-feira, 24 de maio de 2010

APENAS UM BEIJO




Ela recebe seu beijo
Com ou sem reflexão
Apenas por sentir
Do seu sentimento
A inexplicável imensidão

Do amanhecer ao entardecer
O seu beijo entontece
Como carícia pura do amor
Que jamais anoitece

Senti-lo é a convicção
Daquilo que se faz presente
Em todas as horas da vida
Com infinita precisão.

Da lucidez insana
Da realidade que profana
Da morbidez que inflama
Mas que não cabe punição.

**********

Publicado no Recanto das Letras em 18/10/2009Código do texto: T1873833

ALVARÁ DE SOLTURA

Há tanto pra saber,
Há tanto pra aprender,
Há tanta coisa inacabada,
Desencontrada, atrapalhada
E ainda tão desejada!

Há tanto projeto em andamento,
Há tanto sentimento – dentro -
Contido, sofrido, preso e castigado
Precisando de um “Alvará” imediato!

Há esquecimento - lento –
Há tanto sonho não vivido,
Não imaginado, não pretendido
Vindo... Indo... Lindo... Querido
Precisando ser realizado!

Há tanto amor desperdiçado!
Há tanta solidão no peito
– nunca imaginado -
Que humildemente lhe peço:

Tenha paciência comigo,
Quando me entristeço,
E me chateio contigo.

**********

Publicado no Recanto das Letras em 07/10/2009
Código do texto: T1852836

EU EM VOCÊ



Assumidamente obtusa
É aquela pessoa
Que vive de utopia.

Obstrusa?!
Mas, porém, contudo e/ou, todavia;
Lógica.

Os opostos se atraem,
E se encontram fazendo acontecer.

E nesse encontro desencontrado,
Desencantado,
Atrapalhado,
Pouco apaziguado,
Impenetrável,
O óbvio é incontestável:

Você está em mim,
E eu em você.
Simples assim.


**********

Publicado no Recanto das Letras em 06/10/2009
Código do texto: T1851079

AMOR JAMAIS FINDO


No Tempo,
Desaparecidos...

Sem laços,
Atados sem nós,
Colados, calados...

O incerto indo, vindo,
Tudo sempre lindo...

No contexto,
O sofrido contido.

Gritos silenciosos,
Distorcidos, sentidos...

Sucumbidos no vácuo ,
Do intrínseco dito.

No peito o feito inteiro,
Fincado pelo sentimento,
Nascido e jamais findo.

**********

Publicado no Recanto das Letras em 16/10/2009
Código do texto: T1868807

sexta-feira, 21 de maio de 2010

POR DO SOL




Suavemente vou levando a vida
Sem ira
Suavemente vou inventando a lira
Sem rima
Suavemente vou sentindo a dor
Do amor
Suavemente vou contando as horas
Sem medo
O dia já vai morrer
Não ligo
Outro dia irá nascer
Lhe espero.


**********

Publicado no Recanto das Letras em 23/10/2009
Código do texto: T1883171

ALMA AGONIADA




O que quer a minha alma...
Paro, reflito e pressinto que,
Ela não quer nada.

Talvez parar de sonhar,
E partir pra longe de mim,
Mesmo sem saber pra onde ir.

O que quer a minha alma...
Parar de alguma forma,
Para de fato existir...
Sem tanto resistir.

Ah! Que alma mais complicada,
Não se aquieta e nem se acalma!
Por que ficar assim,
Se tudo um dia chega ao fim?

CONDENAÇÃO



O cântico é solitário
Involuntário é o pensamento
O passado é relembrado
Na tentativa vã
De se exterminar o sentimento

O presente angustia
A espera maltrata e tripudia
O eco não responde
Fica valendo a ironia

E no tic tac do relógio
Como num filme de suspense
O que existe entre o lá e o cá
Nos tortura e ameaça

E assim o tempo passa
Levando com ele nossos sonhos
Nos condenando ao tormento
De viver sem um alento.

**********

Publicado no Recanto das Letras em 02/11/2009
Código do texto: T1901006

NOS MARES DA SORTE


A utilidade desperdiçada
A inutilidade reverenciada
A futilidade dando ordem
E a hipocrisia que vigora

Assola
Transborda
Convoca a sufocar

A ala não é da baiana
A semana não é pré-natal
As fantasias são aterrorizantes
Além de estar longe o carnaval

Com ou sem dano
Acreditando na sorte
Nalgum lugar iremos chegar

E nos mares do sul ou do norte
Rogamos não haver morte
Quando estivermos por lá.

**********

Publicado no Recanto das Letras em 04/11/2009
Código do texto: T1904882

quinta-feira, 20 de maio de 2010

QUE BRILHO SERÁ ESSE



Na minha frente algo brilha intensamente,
Vez ou outra foge do meu campo de visão,
Como a flutuar no vento.
Penso: será um mini disco voador?
Uma pedra preciosa?
O orvalho que não evaporou?
Ou será uma estrela cadente que na noite passada,
Não conseguiu retornar pra sua galáxia?

Adianto-me...
Sigo firme...
Fixo o olhar...
Não temo o brilho e nem o pensamento.
Os sentidos aguçados, como sempre,
Não mentem, apenas sentem...

O brilho aumenta...
Nada mais confunde a minha mente.
A sensação é de sossego...
É de descanso...
É de silêncio...

A indiferença abençoada se faz presente.
Com suave leveza ... Envolvo-me...
Entrego-me... Elevo-me... Observo-me...
E sem meu consentimento acordo,
Sem sonho e sem tormento.

Ysolda Cabral

Publicado no Recanto das Letras em 26/11/2009
Código do texto: T1945026

QUASE MEIA NOITE


Com os cinco sentidos,
Distorcidos pelo cansaço,
Não tenho TATO!

Meto os pés pelas mãos,
E nada de bom eu faço.
Só estrago!

A VISÃO turva pelas lágrimas,
Lavam o meu rosto,
Salgam o PALADAR,
Queimam a minha boca.
Que transtorno!

A AUDIÇÃO percebe a música do vento,
Realçada pelo silêncio de quase meia noite,
E eu me envolvo...

O OLFATO capta o perfume suave,
Armazenado na “garrafa” da memória,
- cujo nome é Saudade -
É que me faz voltar no tempo...
E eu me acalmo.
*********
Ysolda Cabral

Publicado no Recanto das Letras em 18/11/2009
Código do texto: T1929782

DIA QUE PARECE OUTRO




Amanheceu lindo...
Disposta e sorrindo acordei,
Respirei com gosto o cheiro da manhã
E foi assim que hoje me levantei.

Alonguei, rezei e de repente chorei,
Chorei por lembrar o tempo de menina,
Quando a vida me esperava,
Não havia urgência pra nada,
Assim era o que eu pensava.

Não tinha que engolir sapos...
Não tinha que colar pedaços,
E, o compasso do dia,
Quem ditava era eu.

Agora tudo parece distante,
O tempo carregou no horizonte,
O sol nasceu, desapareceu,
E o dia me parece bem diferente,
Daquele que hoje nasceu.
Ysolda Cabral

Publicado no Recanto das Letras em 24/11/2009
Código do texto: T1941286

IMUNE A MALDADE




Com a sensação de asfixia,
Um aperto enorme no peito,
Achando que nada tem jeito,
Busco aquela força e me ergo.

Respiro fundo, sinto o mundo,
Solto o ar devagar até me acalmar,
Livro-me dos maus pensamentos,
E logo me sinto leve a caminhar.

Na deriva desse momento,
Elevei o pensamento,
E me livrei do tormento.

Agora, imune a toda maldade,
Tenho certeza de que finalmente,
Sou senhora de minha vontade.


**********
Publicado no Recanto das Letras em 02/12/2009
Código do texto: T1956168

A REVANCHE



A cara do Tempo de frente,
É de poucos amigos:
Nublada, pesada e contida,
Pra não soltar sua ira...

Ainda...

Olhando de perfil,
A cara do Tempo me diz,
Ter chegado o momento de mudar,
Sob pena de tudo acabar...

Sem Vida.

Não queria a Cara do Tempo,
Sem o frescor das plantações,
Sem o azul e o branco do Céu,
Sem o verde transparente do mar...

Ah! Saudades do Mar...

Queria a poeira das estrelas,
Visível pelos raios de sol,
Ou em noites de lua cheia...

Casas sem paredes e sem telhas...

Não queria o pó da poeira,
Revolta da terra nua e em chagas,
A bailar sobre a mesa...

Areia...

A Cara do Tempo não nega,
E por mais que se segure,
Um dia ela nos pega...

E a revanche acontece.
*********

Publicado no Recanto das Letras em 03/12/2009
Código do texto: T1958013

OLHANDO PARA O CÉU



A saudade ainda existe,
O amor é quase palpável,
A certeza de que somos um
É incontestável.

Chovendo ou fazendo sol,
O dia está mais bonito,
Com cores bem definidas.

Nos jardins as flores,
Estão mais perfumadas,
E, eu me sinto mais bonita.

A noite olho para o Céu,
Vejo o brilho do seu olhar,
Em todas as estrelas...

Sorrio e durmo tranqüila.
Ysolda Cabral

Publicado no Recanto das Letras em 17/12/2009
Código do texto: T1982756

terça-feira, 18 de maio de 2010

OLHANDO PARA O CÉU



A saudade ainda existe,
O amor é quase palpável,
A certeza de que somos um
É incontestável.

Chovendo ou fazendo sol,
O dia está mais bonito,
Com cores bem definidas.

Nos jardins as flores,
Estão mais perfumadas,
E, eu me sinto mais bonita.

A noite olho para o Céu,
Vejo o brilho do seu olhar,
Em todas as estrelas...

Sorrio e durmo tranqüila.

De: Ysolda Cabral
Publicado no Recanto das Letras em 17/12/2009
Código do texto: T1982756

QUE TRAIÇÃO!





A tristeza é imensa... É tremenda...
O sorriso é sempre o mais bonito, não contido!
Caprichado na cara de pateta que não faço.

O peito é enorme...
Mesmo assim já não cabe a decepção, a amargura
E explode em lágrimas que não aliviam,
Mais parece punição...

O período é de contrição, reflexão...
Balanço de vida, alma sofrida e sem esperança,
Te maltrata, se vinga e teu Anjo não vacila,
Te abandona em completa solidão.

Que ingratidão...!
Amava e cuidava do meu “Anjo” com toda devoção.
Agora, quando mais preciso me abandona,
Me deixa solta, em desalinho, entregue a minha própria sorte
Sem remorso ou arrependimento.
Que traição!!!!

De: Ysolda Cabral

Publicado no Recanto das Letras em 29/12/2009
Código do texto: T2001553

TEMPO SORRATEIRO







Aos vinte e poucos anos,
Sua vida é mesmo um sonho.
A paixão lhe faz bonita,
Tudo lhe entusiasma e motiva.

As tristezas logo passam,
E, como num passe de mágica,
As decepções são superadas,
E os objetivos se firmam.

O Tempo passa sorrateiro...
Impotente você constata,
Os enganos cometidos.

Aí não há reza que dê jeito,
Não adianta desespero,
O que está feito está feito.

De:Ysolda Cabral

Publicado no Recanto das Letras em 20/01/2010
Código do texto: T2041024

TROVÃO RAIVOSO






Exausta fui dormir...
Sem sonhos acordei,
Num dia que chorava,
Como muitas vezes chorei...

Raivosamente o Trovão advertiu:
Melhor parar com esse chororô,
Senão mandarei mais relâmpagos,
Parar ligeiro essa dor.

Comecei a refletir...
Como será que o Relâmpago,
Iria parar tanta dor...?

De repente um clarão forte no Céu...
Mais que depressa fiz uma oração,
Pedindo a Natureza que pelo amor de Deus,
Parasse de chorar, senão o mundo ia acabar.

Surpresa Ela parou... Eu me levantei...
E sem nenhuma compreensão descobri que;
Quem chorava era eu.
De: Ysolda Cabral

Publicado no Recanto das Letras em 19/01/2010
Código do texto: T2038504

segunda-feira, 17 de maio de 2010

NA REDE DO DESTINO


Olhando o meu retrato,
Preso na rede do destino,
Questiono o meu tino...

Lembrando alguns momentos,
Vividos como se fossem os últimos,
Choro e dou risada.

Contudo...

Sei que estou diferente,
Daquela que ora vejo,
Presa na bela rede.

Não no sentido literato,
Isso veio comigo,
De espaços natos,
Nunca imaginados de fato.

Estou diferente,
Por não sonhar como dantes.

Porém no peito há esperança,
De ser feliz novamente,
Mesmo que seja;
Por apenas um Ato.
Ysolda Cabral

APELO


Em qualquer tempestade...
Adapta-me!
Em qualquer situação...
Encara-me!
Em qualquer dificuldade...
Aquieta-te!
Acalmo-te.
Sou o amor em ti ...
Lembras que somos um?
Então, não te privas de mim!
Pois, do jeito que sou,
Vou te amar até o fim.
Ysolda Cabral

Publicado no Recanto das Letras em 27/01/2010
Código do texto: T2053895