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sábado, 28 de agosto de 2010

AGUA E VINHO


Ora te vejo água
Ora te vejo vinho
Tamanha a diferença
Ora te creio
Ora não tenho crença
Tamanha a diferença
E com tudo...
Ora te amo
Em outras horas te amo
Te amo sempre
O tempo todinho
E assim vou te amando
Entre a água e o vinho.

Simplesmente Teresa

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

NOITE


... Era uma noite fria
De um inverno falsificado
Onde as estrelas se faziam
Ausentes
E a lua desanimada se encobria
No véu denso do firmamento
Não havia estrelas a brilhar
Nem libélulas a bailar
Somente o úmido orvalho
A cair brandamente
Nas flores solitárias de
Um jardim esquecido.
E a noite em ritual tranquilo
Deu lugar à madrugada
Trazendo consigo o vazio
A solidão
E mais nada.

Simplesmente Teresa

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

DESABAFO



Hoje vou desabafar
Subir no ponto mais alto da cidade
E voar...voar...
Planar suave
Despir da minha vaidade
E tentar encontrar
Onde mora a tal felicidade

Ah...se todos os vinhos do mundo
Me tirassem essa dor que parece ser perene
Eu não titubearia
Todos eu tomaria
Só pra me livrar desse nó no peito
Desse vazio que já não tem mais jeito
Que me machuca
E aniquila
Das lágrimas retidas no fundo das minhas pupilas
Hoje sou apenas uma réstia de claridade
Já não finjo ser poeta
Sou só saudade.

Simplesmente Teresa

terça-feira, 10 de agosto de 2010

NÃO TE AUSENTES




Não te ausentes de mim
Para que os dias não se façam vazios
Para que as tardes não se esmoreçam
Deixando as prímulas da janela em pálida cor

Não te ausentes...

Pois o escuro da noite traz um
Silêncio que me assusta
Me pondo em sobressalto constante
Deixando meu corpo em febre

Deixa comigo sua presença
E com ela o azul celeste a colorir
As manhãs do meu viver
Sentindo o brilho do teu olhar
A me conduzir em rumo certo

Te quero próximo!

Caminhando no solo firme dos meus sonhos
Onde te busco em cada ponto do universo
Procurando teu rosto em carícias de seda

Não te ausentes!
Para que eu não viva a tatear tua imagem
Sentindo-me como constante sol a buscar-te
Te vendo como eterna sombra a fugir-me.

Simplesmente Teresa

sábado, 10 de abril de 2010

HORAS ESCURAS


São nessas horas escuras que prefiro
Compactuar nossos segredos
Pois a luz do dia não se faz confiável
E nossas palavras não devem ser como
Pólen a se espalhar por outras direções
Tudo o que confabulamos nas madrugadas
Deve ficar adormecido para que o dia atrevido
Não ouça o que proferimos
E assim...
TU e EU não corremos o risco de
Cairmos na conjectura de bocas infames
Nossa cumplicidade fica segredada
E quando a noite se vai...
Voltamos a ser inocentes.

Simplesmente Teresa

1372 DIAS


São mil trezentos e setenta e dois dias
As prímulas e as acácias amarelas
Não voltaram a florescer
E todos os "sóis" nascentes morreram
Silenciosos a cada entardecer
As fases da lua...
Essas se fizeram nuas ao meu ver
Mas "aquela” estrela reluzente
Ainda brilha cordialmente
Me dando a entender que ali
Está um pouco de ti
Tenho brincado de poetar
Só para te encontrar nas linhas
E entrelinhas dessa saudade sem fim
Essas poesias que são minhas
Eternamente serão tuas
E não há uma só "vírgula"
"Ponto" ou "reticência"
Que não haja uma lágrima minha
A procurar por tua presença.

Simplesmente Teresa

SOMBRA DE MIM


Então ficamos assim...
Eu sem saber de você
Você sem saber de mim

Tenho a alma em desalento
Pois o amor que me encantava
Renunciei! ...Joguei ao vento!

Percorro caminhos desconhecidos
Uns com pedras...poucos floridos
Trazer você comigo seria por-te
em desatino

E por amar-te loucamente
Preferi ser descontente
Abri mão...deixei-te ir!

Tornei-me estrela sem brilho...
Olhar perdido um vazio
E uma saudade sem fim
Vi que sem o seu afago
Sou folha seca divago
Restando só sombra de mim!

Simplesmente Teresa

NÃO TE AUSENTES


Não te ausentes de mim
Para que os dias não se façam vazios
Para que as tardes não se esmoreçam
Deixando as prímulas da janela em pálida cor

Não te ausentes...

Pois o escuro da noite traz um
Silêncio que me assusta
Me pondo em sobressalto constante
Deixando meu corpo em febre

Deixa comigo sua presença
E com ela o azul celeste a colorir
As manhãs do meu viver
Sentindo o brilho do teu olhar
A me conduzir em rumo certo

Te quero próximo!

Caminhando no solo firme dos meus sonhos
Onde te busco em cada ponto do universo
Procurando teu rosto com carícias de seda

Não te ausentes!

Para que eu não viva a tatear tua imagem
Sentindo-me como constante sol a buscar-te
Te vendo como eterna sombra a fugir-me.

Simplesmente Teresa

QUANDO TE VI


Quando te vi
As meninas dos meus olhos
Sorriram para ti
E como moças crescidas
Se viram assim tão envolvidas
E puseram-se a dançar
E neste bailar de alegria
Ficaram as duas meninas
Perdidas no teu olhar!

Simplesmente Teresa

DEUS MORTAL



Não te via, mas te sentia
Não te tocava, mas te buscava
E construía em minha mente
Tua imagem adorada
Em meus sonhos te fazia real
E neste real de fantasias
Rompia barreiras... O tempo transcendia
Te fazia imortal!
Deus único do meu templo carnal

Dissipou-se a névoa!

Te vejo...te sinto...te amo...
O sonho realizou-se!
O Deus fez-se homem
Do abstrato ao concreto
Amor real... Tridimensional
Pleno... Meu... Total...
Deus mortal!

Simplesmente Teresa

sexta-feira, 9 de abril de 2010

FRAGMENTOS


Já que se foi
Porque não levou...
O coração em bagaço que deixou
O olhar molhado de pranto
A alma vazia de encanto

Não devia ter deixado pedaços de mim
Fragmentos de momentos
Saudade sem fim

Deixasse ao menos escrito
Como te achar no infinito
E eu tentar prosseguir.

Simplesmente Teresa

ENTRELINHAS




...É uma saudade que ás vezes adormece

Mas quando se põe em alerta

Dói tão fortemente

Que fico a versejar em pingos de poesia

Para te encontrar nas entrelinhas

Até que ela me esqueça e adormeça....

Simplesmente Teresa

QUE SEJA BREVE O TEU CHEGAR




Para que as noites não se alonguem
E o meu coração não se desatine
em prantos
Porque só tua presença me faz em
sonhos flutuar

Que seja breve o teu chegar!

Para que o brilho dos meus olhos
se faça luz em teu olhar
Porque sem ti nada sou
me desintegro em fragilidade total
Fico no limiar do descontentamento
sem ser... Querer... Existir

Que seja breve o teu chegar!

Para que eu possa me aquietar
na canção da tua voz
Porque só você consegue de mim
o que eu não consigo
É o teu chegar que me acalma
e me faz adormecer em paz!

Simplesmente Teresa

quinta-feira, 8 de abril de 2010

VOCÊ FEZ MINHA DOCE CANÇÃO



A cadencia descompassada
Do meu coração
Minhas ensolaradas manhãs
Fez dos meus braços teu ninho
Estampou no meu rosto o mais
Aberto sorriso
Agora vejo...
Teu corpo inerte
Tua boca emudecida
O silenciar da tua alegria
Finalizando em mim
O poetar
E a poesia!
No entanto...
Prefiro pensar assim...
É o epílogo
E não o fim!

Simplesmente Teresa*

TEU CORPO


Teu corpo...
Meu abrigo
Ressonância de canções
Etéreas
Muito além do físico
Da matéria!
Meu descanso espiritual
Remanso transcendental
Teu corpo!
Meu universo
Eclosão de rimas e versos
Minha sintonia
Esboço de perfeição e harmonia
Arquitetura divina!

Simplesmente Teresa*

EM POUCAS PALAVRAS


Deixa eu te dizer em poucas palavras...
Estou cansada!
Ora tenho tudo
Ora tenho nada
Meu coração já não coordena a emoção
Há um espaço enorme
Entre meu pensamento e a minha mão
Não consigo me definir
A escrita parece fugir
Não me distanciei de ti
Nem sei se estamos no princípio
Ou no fim
Mas tenho estado distante
Do momento certo e do errante
Distante apenas de mim!

Simplesmente Teresa*

AMO-TE TANTO


Amo-te tanto e tanto
Entre o riso e o pranto
Amo-te com ardor
Solitariamente
Sem alarde
Sem gritar aos quatro ventos
Amo-te!
Com tantas alegrias
E outros tantos tormentos
Amo-te nas noites caladas
Nas tardes coloridas
E nas desbotadas
Amo-te em meio a madrugada
E no frescor de cada alvorada
Amo-te infinitamente
Intensamente
E se este amor não chegar à
Tua alma
Calma!
Ouça apenas a voz do meu silêncio.

Simplesmente Teresa

quarta-feira, 7 de abril de 2010

IMENSAMENTE




Amo-te imensamente
Que liberto as amarras que
te prendem ao meu egoísmo
inerente
Desfaço o combinado
Esqueço as promessas
São nós desatados
Amo-te imensamente
Que farei do meu pranto
Canção sorridente
Da saudade dolorida
Farei tela colorida
E das lágrimas derramadas
Gotas de chuva prateada
Hei de amar-te
Ao nascer da manhã
Ao morrer do sol
E no cantar do rouxinol
E te guardarei no meu coração
Te trarei na minha memória
Pois você meu amor...
Está em mim!
Faz parte da minha história.

Simplesmente Teresa*

NO TEU AMOR



Uma paz pairou sobre mim
E nada há de transtornar
Meus dóceis dias
Tenho o calor da tua companhia
E daquelas noites vazias
Já nem me lembro mais
Os tempos nublados ficaram
Distantes
Hoje sinto apenas
Uma luz radiante a iluminar
Meu sorriso
No teu amor me tranqüilizo!
E quando o sol se apaga
Não existe mais nada
Você e Eu somos a junção
De corpos e almas!

Simplesmente Teresa*

NOSSOS PEDAÇOS




Os ponteiros foram ligeiros
O que eu tinha para dizer
Se perdeu
As palavras escritas
Sumiram nas linhas a ti
Oferecidas
No meu peito agora fechado
Restou apenas um campo minado
Na boca
O eco de estilhaços
Alguns pedaços de nós dois
Chora agora
Chorarei depois!

Simplesmente Teresa*