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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Componho nossa história



Em tuas mãos detive meu caminhar
e na última poeira
que baila do raio,
reconstruí a esperança
no meu cárcere
de navegar silencioso

Como um rio sereno,
ouço apenas a respiração
do musicar da alma,
debruçada no rumor do teu amor
que a tudo assiste e consome

Compomos a saudade límpida
nas páginas que escrevemos
sob o tempo anoitecido,
antigo quanto meu pensar
e nos braços desses lentos ventos,
entrego-te os rumos do que pensamos
e o que quase nada somos


Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 09/04/10
Código do Texto: T2187070

DESPERTAR


Esse tempo não é meu
mas me prende em suas rédeas,
condiciona minha alegria
no encontro do teu ser

Sou linha que delimita a vida
silenciosa nas arestas do tempo
entre canções breves,
da alma e do desejo

Completo a ausência de tudo,
amando a dúvida que sucede
à verdade disfarçada
proclamando o que convém

Sou o canto sereno
que mensuro, encaixo,
no eterno abraço dos sonhos,
onde as cores se enlaçam
em silêncios cortantes
do meu doce despertar



Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 07/04/10
Código do Texto: T2182052

Despedida




Tanta entrega para nada
tantos apelos, todos vãos
tola fonte dos desejos
e um medo sem razão

Uma praia imaginária
onde o luar reflete o mar
uma música que definha
na amplidão do meu olhar

Aos anéis, todos os dedos
e os segredos nas lacunas
na memória a fantasia
e a história morre aqui

A tristeza tece o fio
o arrepio não se faz
o adeus transcende o gesto
tudo acaba em cor lilás.

E um poeta abraça a ilusão,
para chorar com a tristeza.

Marçal Filho
Itabira MG

SEDUÇÃO


Na penumbra do ocaso
meu olhar embriagado
busca a silhueta de você

E entre a luz e a escuridão
você é a chama do clarão
que quero ter...

Sou assim mesmo,
mesmo assim sou reticente
às vezes luz, às vezes sombra
ou sol nascente

Mas se quiser me provocar
é só deixar à meia luz
o reflexo do seu corpo
entre meu olhar e um sol poente...

Meu desejo é certo, meu amor aflora
é você no entanto, quem comanda o jogo!


Marçal Filho
Itabira MG
27/03/10

MEU TEATRO PARTICULAR



Ando preso de encantamento
pelos mistérios de uma musa
só não entendo o que fazer
com essa cabeça tão confusa...

Entre o céu e o inferno
deve haver um ponto neutro
entre a fúria e o desatino
há de existir o equilíbrio

Onde há causa há sentido
resultado inconseqüente
e o migrar da poesia
põe no dia outra vertente

E o poeta então se perde
ao descobrir a ilusão
queda triste perde o tino
e quem paga é o coração

Se hoje ensaio uma peça
nesse teatro surreal
deixei de ser coadjuvante
para ser ator principal.

Mas tão confuso perdi o script.

Marçal Filho
Itabira MG
28/03/2010

AMOR OU SEXO


- Vamos fazer amor?

Como se isso fosse possível.
Não acredito que seja
Amor não se faz, amor se sente.

Então, a pergunta lógica seria:
Vamos fazer sexo sentindo amor?

...

Não se surpreenda se a parceira disser:

-Não, melhor ficarmos só no sexo
o amor ultimamente dá um trabalho danado.

...?

Nem ouse contestar, senão, você perde os três
o sexo, o amor e a mulher e convenhamos,
você não está com essa bola toda, não é?


Marçal Filho

terça-feira, 13 de abril de 2010

TEMPO REI




Senhor de todas as esperas,
de amores e ausências, ,
chegadas e partidas,
anseios e impaciências

Ditas a hora do prazer,
dos sonhos cegos
ou do vazio de quem os vê

Desces como a consciência
na lágrima que se perde
no mais alto vôo,
ou na menor sombra
que não seja vista

Contabilizas lembranças
compensando distâncias
desencontros e desencantos,
acumulando sonhos
perdidos em mim


Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 20/03/10
Código do Texto: T2150070

ESVOAÇANTE



Apenas lençóis e cortinas
poderiam dizer de nós dois,
mas, não são delatores...

Então sigamos com nosso ritual,
agora é a sua ou a minha vez?...

Claro está, ninguém saberá
nosso segredo e, melhor:

Desta vez não precisaremos
subornar ninguém!


Marçal Filho
Itabira MG
06/04/10

OLHOS DE NÉON




Eu sei quando o coração
pulsa e envolve a alma
também sei, quando os olhos
do desejo é mais que só lampejo
para mergulhar no universo e
se desprender da calma...

Eu sei quando encantado
me perco enamorado entre
teu sorriso para poder sentir
teus “Olhos de Néon” na
chama mais ardente da paz
que se avizinha compondo
a poesia, pra desenhar a saga.


Marçal Filho
Itabira MG
06/04/2010

PEDAÇOS DE NADA!




Assumo ser,
a derradeira réplica
gravada na furta-cor
das minhas crenças

Confronto dúvidas no acaso,
expondo-me como tropel desgovernado
na voracidade da vida
alcançando meus limites
no sentir imponderável
do abismo que sou eu mesma

Viajo no imperativo momentâneo
das minhas incertezas,
buscando caminhos
construídos no ir sendo,
tangenciando pálidas esperanças
no nada ser


Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 13/03/10
Código do Texto: T2135816

TEAR Di (VERSO)




Sem que percebamos
novo poetar
este pode estar
em qualquer local
em todo lugar...
Na pequenina flor
num raio de sol
no azul do céu
na escuridão...
No gritar te amo
apenas num olhar
num toque de mão
ou no caminhar
na imensidão
que o olho não vê
no voar da abelha
ao entardecer
no pousar da garça
quando vai pescar
tudo é poesia
até sem rimar...
Ao poeta cabe
ajuntar palavras
e então tecer
pequenino fio
que aos pedacinhos
num tear de sonhos
fino acabamento
dele possa ter...
E então tranquilo
como um anjo bom
vai dormir sorrindo
como quem plantou
nova esperança
pra nascer o amor!

Marçal Filho

MERGULHO


O teu olhar denso
refestela-me em despertar
sonhos bordados com teias,
sem sedas

Vôo nas asas previsíveis
da última saudade,
onde ouso pousar
a alma descalça
em terrenos alheios
mergulhada entre o silêncio e a luz

Teus sons vagueiam rasteiros
com ruídos potentes
fraudando metáforas,
florescendo sem subtrações,
na saudade e ausência


Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 04/04/10
Código do Texto: T2177402

Plenitude




Que minha poesia desça
até o mais profundo dos sentidos
e que neles, se enriqueça
que minha poesia sinta
o abissal dos teus devaneios
e que deles compadeça
que minha poesia voe
o mais alto possível
mas que respeite o infinito
que plane sobre a
consciência e caminhe
tranqüilamente sob
teu finito
que a consciência prevaleça
sobre meus domínios
e que minha poesia
seja livre de meus desatinos
Marçal Filho

ENCONTROS E DESENCONTROS


Direi ao amor,
o que foi antes e o depois vivido,
sem que haja alguém a nos ouvir
só tu mais que ninguém
meu eterno confidente

Ao ouvir-te,
toco tua imagem
na canção que cantas,
no sorriso da saudade
passeante e consciente
indagando o que faço sem ti

Talvez imagines
num encontro a distância
ou encontros com a ausência,
num desencontro de mim


Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 31/03/10
Código do Texto: T2169749

segunda-feira, 12 de abril de 2010

MULHER POESIA



Mulher, deusa maior da criação,
guerreira incansável,
és sempre a oração,
nas crenças és a fé
no amor, a redenção

Nas lutas, a persistência
derrotada, sais fortalecida
encorajas acima das fadigas
ao teu redor, dores são esquecidas

Quebras algemas ao som
de suas canções,
não esperando da sorte
o que está ao alcance das mãos

De todas as vidas
torna-te uma só,
na poesia, o mais belo soneto
és a obra perfeita do Criador
doação, renúncia e amor

Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 07/03/10
Código do Texto: T2124545

DA FUSÃO DAS ESSÊNCIAS


Nada mais sagrado que sua miragem
tônica do bem, luz do bem querer
pois preciso mesmo estar com você

Nada mais tristonho que sua ausência
marca da tristeza, qual desilusão
dessas que dá nó e marca o coração

Nada mais preciso que o seu sorriso
razão da minha existência serena
e do amor, a satisfação mais plena

Nada mais completo que o seu amor
essência perfumada de alecrim e mel
que faz o meu ser sentir-se no céu

Por isso, não se ausente novamente
Sem você, não há vida na vida minha
Serei apenas alma vaga que caminha...


Marçal Filho/Lena Ferreira
Minas/Rio 30/03/2010

MEU INFINITO



Minhas lembranças
são feitas das levezas minuciosas,
matizando delicadezas
em ausências dependuradas no ar

Meus sonhos insistem
nas esperanças rotineiras,
opacas e cotidianas
olhando minha face escrita
na fragilidade do existir

Assim, vou amparando a vida
intercalada entre vôos rarefeitos
e a liberdade que me amolda
nas sensações de abraçar o infinito


Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 05/04/10
Código do Texto: T2178223

OBRA PRIMA


OBRA PRIMA

Queria um amor mais que puro
Branco linho em sol brilhante
Um amor de diamante
Que nem sabe seu valor...

Mas aquece as madrugadas
Dias frios e invernadas
Um amor assim eterno
Traduzindo poesia alada...

Um amor de tão risonho
Transformasse todo sonho
Em realidade simples
E que regasse as primaveras...

Um amor tão diferente
Que ao olhar o meu semblante
Saberia distinguir
Entre as cores, a mais bela...

Um amor que se entregasse
Sem cobrança e sem disfarce
Mas que em todas as nuances
Revelasse a vida em tela.


Márcia de Sá/Marçal Filho
Pernambuco/Minas Gerais
10/04/2010

LOUVAÇÃO!


És o peregrino que busca minha alma
em tempos turbulentos,
na canção que foge lenta
sobre a brisa mansa da tormenta

Trazes a magia do mundo,
no silêncio intacto
de cada cenário,
louvando a vida
em cada teu poetar

Guardas mistérios
na letargia da qual me infesto
e da certeza que vens
transparente como a vida
onde o amor se eterniza

Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 10/04/10
Código do Texto: T2189091

VERSOS SIMPLES


Sete cores lhe daria
Se tivesse um arco-íris
Um tesouro em pedrarias
Trabalhadas por ourives...

Um anel de esmeraldas
Um colar puro em diamante
Se tivesse tudo isso
Eu seria seu amante...

Mas a jóia mais perfeita
Que eu sei tem mais valor
Essa posso lhe ofertar
Se quiser o meu amor.


Marçal Filho

domingo, 11 de abril de 2010

MEU AGRADECIMENTO A POETISA SIMPLESMENTE TERESA!



QUERIDA POETISA TERESA
FOI UM IMENSO CARINHO PODER TER SEU
COMPANHIA NESSA SEMANA
E DESFRUTAR DE TANTO AMOR.
SEUS POEMAS REFLETEM A ALMA CHEIA DE AMOR
QUE TENS...
A VIDA SERIA MUITO MAIS TRANQÜILA SE SOFRÊSSEMOS
APENAS POR AMOR.
QUE ATÉ A DOR DO AMOR É LINDO E GOSTOSO, CLARO QUE DÓI E MUITO
MAS SE IMAGINARMOS QUE TÃO POUCOS TÊM ESSA CAPACIDADE DE SE DAR E OPORTUNIDADE DE VIVER DE AMOR...!
OBRIGADA PELA SUAS PALAVRAS E SEU TALENTO!
BEIJOS ETERNOS

ADRIANA LEAL

UMA POESIA QUE ESCOLHI PARA VOCÊ!

QUERIDA POETISA TERESA
O aroma é a parte da alma
da brisa que a chuva deixa
como lembranças da calma
da saudade que se queixa.

Saudades das flores findas
entre as pedras do jardim,
por causa das rosas lindas
que moram dentro de mim.

O orvalho em gotas de luz
é o vinho que excita a flor
como a paixão sem a cruz
em meu calvário sem dor.

Falo que rosas não falam,
mas as minhas falam sim:
o aroma que elas exalam
é o verbo dentro de mim.

Afonso Estebanez

MEU AGRADECIMENTO AO POETA DOLANDMAY


A VIDA NOS GRANDES OPORTUNIDADES
ÀS VEZES PASSAMOS POR MOMENTO
QUE NOS TORNAMOS CEGAS
PARA O QUE ESTA EM NOSSA FRENTE.
VIVENCIAR SEUS BLOGS ESSES DIAS
LENDO CADA PALAVRA VI QUE PARA SER
FELIZ BASTA ENCONTRAR O PONTO DE PARTIDA.
DENTRO DE TANTA LEVEZA DE DESCREVER A VIDA
E O AMOR COMO UM TODO...
SÓ POSSO AGRADECER O QUANTO ENRIQUECEU MINHA ALMA
MEU SER, COM SEUS POEMAS TÃO VERDADEIROS
NESSA LINGUAGEM TÃO UNIVERSAL.
MAS QUE NAS MÃOS DE UM GRANDE POETA
SE TORNAM LIÇÕES, CANÇÕES EM NOSSAS VIDAS!
OBRIGADA POR TER PARTILHADO EM MEU BLOG SUA ALMA!
BEIJOS ETERNOS

ADRIANA LEAL


UMA POESIA QUE ESCOLHI PARA VOCÊ!

Há muito sofrimento neste mundo.
O poeta escala o fundo da alvorada
e dela vai a um despertar profundo
de outra vida que é sua dor calada.

O poeta vai aos campos de batalha
armado com o instinto de uma flor,
e na frente de luta o poeta espalha
seus cânticos de guerra com amor.

O poeta vai aos campos de centeio
e tira o joio enquanto colhe o trigo
que doa como pão partido ao meio
para a missa de paz com o inimigo.

Todo poeta é um louco concebível,
é um mago e sua quântica loucura
em que o eterno pode ser possível
na dimensão possível da ternura...

Afonso Estebanez

sábado, 10 de abril de 2010

Confissão de Amor




Entrei no meu jardim,
Ali encontrei o meu Amor,
Com um sorriso em esplendor...
Colhias flores para mim;

Com um só pendente de teu colar,
Andavas pelas fendas das flores...
Iluminando o caminho com bellas cores;
Olhando-me passavas a exclamar:

Tu bates forte em meu coração,
És meu amor sem preconceito;
Ah! Lindo amor-perfeito!
Que me tira toda a razão.

Tua face, linda feito flor!...
Traço perfeito, bem florente;
És o fogo incandesceste...
Deste meu grande Amor.

Tu és meu floresce!
Alma linda! Como és pura;
No prazer e na ventura,
És quem tanto quero ter.

Meu amor por ti nunca vai mudar,
Mesmo que o mundo, em sua maldade;
Para sempre em minha eternidade...
Jamais vou deixar de te amar!...

(Dolandmay)

Desejos Meus




Vem Amor... me Amar!
quero sentir o teu corpo,
e em teus braços delirar...

...Num calor insano, aspirar
Toda loucura sentida por ti,
Pra sentir teu arrepiar.

Vem Amor... Me satisfazer!
Fundir os nossos corpos,
e os corações sentir bater...

...Num frenese delirante,
Em desejos e emoções
Nos amarmos como amantes.

Vem Amor... Sou teu ser!
Tira-me da alma a ânsia de
Tanto querer...

...Juntar te a ti meu eu,
O Amor que me consomes,
E teu desejo... No meu!...

(Dolandmay)

Versos a Helena


Se eu soubesse pintar
Todas as cores iria usar...
Rosa linda, menina pequena
Retrataria Helena...

Olhos negros, transparentes,
Nariz reto, maçãs salientes
Um rosto digno de figurar,
Em todas as capas fotografar

Não retrata em revista
Pobre menina, não é artista
No entanto, grande e voraz,
Pequena, mas sabes o que faz

Não desfila em passarela,
Nem ouve som de aquarela
Em luxo não sabes nadar,
Mas Helena, sabes Amar!

O seu Amor és fogo ardente
Flor singela, rosa florente
Pela noite andas embalada
Até o findar, da madrugada

Linda menina, de encantar
Como és lindo o seu caminhar...
Queixo levemente pronunciado
És Helena, quem tenho Amado.

(Dolandmay)

Êxtase




De mim aproxima-se
Une-se, se entrega
Mergulha-se em suor
E de ti saborei-o
O quê há de melhor.

No teu corpo me perco
Em teu peito me tranco
Por inteiro me entrego
Em delicias de amor.

Em tuas curvas perfeitas
Viajo em desejos latentes
Vibro de paixão e ternura
Sem conseguir controlar
As loucuras da mente.

Assim nos fundimos
Em âmago profundo
Até chegar em êxtase
Num delírio só nosso
Conquistamos o mundo.

Num gemer!...

(Dolandmay)

De um louco Amor!


Nunca tivera o meu calor
Apenas o meu desejo
Que no irreal te deu um beijo
Alucinado de amor.

Quanto eu tiver em ti tão perto
Sentindo teu aroma todo em mim
Do irreal quero um deserto
Da minha dor eu quero o fim...

Vendo à hora por ti chegar
Pega em chamas o meu ser
Por sentir, amor, o teu tremer
Por sentir o teu amar.

Num querer que no meu peito é dor
Por não te teres minha querida
Sentindo ilusão sem teu fulgor
Que seja um vento em despedida.

Nunca eu tivera louco assim
Por uma alma encontrar...
Que venha em mim a ti mirar
Que venha breve, amor, enfim...

(Poeta- Dolandmay)

A Poesia


A tua graça estranha rege o meu destino...
Com peito de ouro e rubro me fizeste em paixão.
Em meus desejos fizeste morada, e a desatino,
Por teu amor eloqüente me prendeu o coração.

As entranhas pertencentes, e ambiciosas do medo,
Que são no teu corpo de uma fragrância desejosa
Designaram em mim tentações, e em segredo
Eu as tenho nas mãos, sem que imperes, formosa.

Como és de mim a vida, o som, o ar...
Mais do que pude ergui-me, aos devaneios loucos.
E como pusestes aos céus as minhas noites de luar,
Condenado em ti, vejo-me findar, aos poucos.

Tu és a tormentas que me constrói à eternidade...
O fastigioso mal que me impera, para o amor nobre;
é quem me falta à vida, nos dias de saudade...
Mas é a que me ama! Que me intui, e que me cobre!

(Poeta- Dolandmay)

Seja como for...


Eu quero você no meu amor,
Eu quero você assim tão louca
E no teu êxtase em esplendor
Quero saciar do mel de tua boca.

Eu quero à infante de prazer,
Trêmula toda em mim...
Coração a estalar de paixão
Quero-te em mim, toda assim...

Desejosa aos meus sentidos
Quero-te fogosa a exibir
O furor do teu peito, tão perfeito,
Quero pra mim o teu existir.

Eu quero enfim só te amar,
Quero sonhar-te a meus ouvidos
Assim como sonha um sonhador
Eu quero você, seja como for!...

(Poeta- Dolandmay)

INFORMAL


Fontal de inquietude,
Planeta deserto.

Alma de Poeta amiúde,
Pensante por certo.

Não se pode ninguém
Entender este ser.

Porque será também
Neste mundo a morrer.

Morrer de quê?
Não necessito de vida!

Será que não vê,
A minh’alma erguida?

Acabei de dizer
Que tu és um louco!

Quem sabe em querer
A tu’alma entender...
Não entende tampouco!

(Poeta- Dolandmay)

HORAS ESCURAS


São nessas horas escuras que prefiro
Compactuar nossos segredos
Pois a luz do dia não se faz confiável
E nossas palavras não devem ser como
Pólen a se espalhar por outras direções
Tudo o que confabulamos nas madrugadas
Deve ficar adormecido para que o dia atrevido
Não ouça o que proferimos
E assim...
TU e EU não corremos o risco de
Cairmos na conjectura de bocas infames
Nossa cumplicidade fica segredada
E quando a noite se vai...
Voltamos a ser inocentes.

Simplesmente Teresa

1372 DIAS


São mil trezentos e setenta e dois dias
As prímulas e as acácias amarelas
Não voltaram a florescer
E todos os "sóis" nascentes morreram
Silenciosos a cada entardecer
As fases da lua...
Essas se fizeram nuas ao meu ver
Mas "aquela” estrela reluzente
Ainda brilha cordialmente
Me dando a entender que ali
Está um pouco de ti
Tenho brincado de poetar
Só para te encontrar nas linhas
E entrelinhas dessa saudade sem fim
Essas poesias que são minhas
Eternamente serão tuas
E não há uma só "vírgula"
"Ponto" ou "reticência"
Que não haja uma lágrima minha
A procurar por tua presença.

Simplesmente Teresa

SOMBRA DE MIM


Então ficamos assim...
Eu sem saber de você
Você sem saber de mim

Tenho a alma em desalento
Pois o amor que me encantava
Renunciei! ...Joguei ao vento!

Percorro caminhos desconhecidos
Uns com pedras...poucos floridos
Trazer você comigo seria por-te
em desatino

E por amar-te loucamente
Preferi ser descontente
Abri mão...deixei-te ir!

Tornei-me estrela sem brilho...
Olhar perdido um vazio
E uma saudade sem fim
Vi que sem o seu afago
Sou folha seca divago
Restando só sombra de mim!

Simplesmente Teresa

NÃO TE AUSENTES


Não te ausentes de mim
Para que os dias não se façam vazios
Para que as tardes não se esmoreçam
Deixando as prímulas da janela em pálida cor

Não te ausentes...

Pois o escuro da noite traz um
Silêncio que me assusta
Me pondo em sobressalto constante
Deixando meu corpo em febre

Deixa comigo sua presença
E com ela o azul celeste a colorir
As manhãs do meu viver
Sentindo o brilho do teu olhar
A me conduzir em rumo certo

Te quero próximo!

Caminhando no solo firme dos meus sonhos
Onde te busco em cada ponto do universo
Procurando teu rosto com carícias de seda

Não te ausentes!

Para que eu não viva a tatear tua imagem
Sentindo-me como constante sol a buscar-te
Te vendo como eterna sombra a fugir-me.

Simplesmente Teresa

QUANDO TE VI


Quando te vi
As meninas dos meus olhos
Sorriram para ti
E como moças crescidas
Se viram assim tão envolvidas
E puseram-se a dançar
E neste bailar de alegria
Ficaram as duas meninas
Perdidas no teu olhar!

Simplesmente Teresa

DEUS MORTAL



Não te via, mas te sentia
Não te tocava, mas te buscava
E construía em minha mente
Tua imagem adorada
Em meus sonhos te fazia real
E neste real de fantasias
Rompia barreiras... O tempo transcendia
Te fazia imortal!
Deus único do meu templo carnal

Dissipou-se a névoa!

Te vejo...te sinto...te amo...
O sonho realizou-se!
O Deus fez-se homem
Do abstrato ao concreto
Amor real... Tridimensional
Pleno... Meu... Total...
Deus mortal!

Simplesmente Teresa

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Nada me faz te esquecer!




A todo o tempo que me passa
Toda a solidão me abraça
Num canto tedioso a te esperar...

Não há nada que me faça esquecer
Este amor que sinto por você,
Que me faça deixar de te Amar!

Tenho buscado a todo tempo
Viver a todo o momento
O que o meu coração não quer.
Viver sem ter você
Viver só por viver...
Na melodia dos meus dias
Na canção que te componho
Na ilusão dos meus sonhos...
Te amando, te buscando, a saciar
No mel dos teus beijos, os desejos
Que me faz faltar o ar!
Podem dizer que me amam
Até, que me enganam
A não lembrar você!
Por lembrar a todo o momento
Nada me faz te esquecer!

(Poeta- Dolandmay)

No sonhar de uma fada




Que lindo sonho você tem,
És meigo e de tal ternura
Que não escondes a ninguém.
Quando sonhas é realidade
Porque vives de magia.
Tu trouxeste-me tanta paixão
Mas também quanta orgia...
Tu brincas, me mata de desejos,
Ao gosto dos teus beijos,
Por tocar a minha boca
Sem que te percebas que isto ocorra
No imaginar quando te vejo.
Fico em brasas, ergue as chamas
Na vontade que me seja
Este menino quem tu amas!...

(Poeta- Dolandmay)

Alegria de viver!




Eu não sei dizer o que quero dizer
Eu só sei dizer que amo você
Que eu só sei amar você!
Que tudo de ti está em mim
A tua alegria de viver
O teu jeito de sentir está em mim
A tua paixão e os teus desejos
Está em mim o calor dos teus beijos
A tua luz está em mim!...

Quem diria que poderia nascer
Um amor tão forte assim
Dentro dum coração cansado de sofrer
Que de repente uma alegria de viver
E um jeito simples de sentir
Faria uma paixão explodir
Numa melodia nova p’ra cantar.

Eu posso dizer que agora (canto)
Que a felicidade de amar você é tanto
Que me dá vida, sangue, e ar.

(Poeta- Dolandmay)

FRAGMENTOS


Já que se foi
Porque não levou...
O coração em bagaço que deixou
O olhar molhado de pranto
A alma vazia de encanto

Não devia ter deixado pedaços de mim
Fragmentos de momentos
Saudade sem fim

Deixasse ao menos escrito
Como te achar no infinito
E eu tentar prosseguir.

Simplesmente Teresa

ENTRELINHAS




...É uma saudade que ás vezes adormece

Mas quando se põe em alerta

Dói tão fortemente

Que fico a versejar em pingos de poesia

Para te encontrar nas entrelinhas

Até que ela me esqueça e adormeça....

Simplesmente Teresa

QUE SEJA BREVE O TEU CHEGAR




Para que as noites não se alonguem
E o meu coração não se desatine
em prantos
Porque só tua presença me faz em
sonhos flutuar

Que seja breve o teu chegar!

Para que o brilho dos meus olhos
se faça luz em teu olhar
Porque sem ti nada sou
me desintegro em fragilidade total
Fico no limiar do descontentamento
sem ser... Querer... Existir

Que seja breve o teu chegar!

Para que eu possa me aquietar
na canção da tua voz
Porque só você consegue de mim
o que eu não consigo
É o teu chegar que me acalma
e me faz adormecer em paz!

Simplesmente Teresa

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Vestígio Incerto


Sou a alma que o tempo não levou
petrificando-me ao teu desalento,
nas devassas noites sem luar e sem cor.

Vagando no ócio da minha solidão
não mais consigo ter calma...
Minha essência perece nas trevas
sem o langor de uma paixão.

Na busca extrema por uma idolatria
minha vida se finda no nada...
Apenas encontro indícios, apagados
Estrelas sem luz, lua sem brilho
que não reluz o meu Amor.

(Poeta- Dolandmay)

VOCÊ FEZ MINHA DOCE CANÇÃO



A cadencia descompassada
Do meu coração
Minhas ensolaradas manhãs
Fez dos meus braços teu ninho
Estampou no meu rosto o mais
Aberto sorriso
Agora vejo...
Teu corpo inerte
Tua boca emudecida
O silenciar da tua alegria
Finalizando em mim
O poetar
E a poesia!
No entanto...
Prefiro pensar assim...
É o epílogo
E não o fim!

Simplesmente Teresa*

Um grito de esperança.




Num dia de sol, de lua, tão triste este dia.
A vida, o desespero, a saudade. Dor n’alma
que faz sentir um amor. Oiro celeste.
Uma alvorada fria, uma noite ao vento. Pede-me calma
dos sentimentos nostálgicos que me deste.
Uma estrela, saudosa luz, estranha força e magia.
Talvez um miserável entre os anjos do céu! No mar
as lágrimas dos dias santos na terra, a euforia,
e nas tempestades um lírio branco, o vento, o ar!
Talvez um pedinte em dor final, a pedir esperança
no corpo nu que me cobre a alma. Um véu terno,
plumas ao tempo, folhas secas, talvez lembrança
à abrir a contagem da existência entre o céu e o inferno.
Amor sejas tu amor, tão alegre, tão infinito...
Mesmo que te roguem tristeza a viver, mesmo à dor,
mesmo à saudade, que seja em plenitude o teu grito,
que sejas em ti à cobiça, o meu mesmo amor.

(Poeta- Dolandmay)

UM DIA...




Quando vier até mim à morte, Amor!
Quero-te toda branda no teu viver...
Quando o dia descansar de mim, a dor
Também descansará na luz do teu ser.

Quando vier a tu’alma a eu encontrar
Nos pés de Deus empossado de paz,
Quero-te a mim, por morrer nunca mais
O amor que me deste, num fino altar!

O meu coração é um ermo desastrado
Sob o teu querer doce e imaculado,
Que descansar prometeu entre a gente.

Mas deixa-me ir sem levar-te o pranto,
Sem que anoiteça ao teu acalanto
O amar-término dum viver descontente.

(Poeta- Dolandmay)

A ROSA E O POETA




Não me admiro, mas sim aos outros.
É como uma visão me fizesse enxergar o amor das pessoas.
Quem sabe, um dia, saberão?
Quem sabe um dia...

Quase,
mas sei o que me falta!
É um pouco diferente,
mas não deixa de ser a mesma coisa.

O mundo me falta...
O que existe nele me falta!
Não me entenderias...
Quero que o mundo me abrace!
Quem sabe podes entender...
"Nada que pessoas iguais a mim ou que acham iguais a mim,
se que não existe ninguém igual,
que não tentas me definir, e me traduz!"

Espera!...
Eu sou do presente o ontem,
o espírito que te voltas nos dias...
Quem te fala de amor, vida e tristeza,
quem não te aflige nas noites,
mas te ofusca à luz.

"Não mais irei intervir nos teus sentimentos!
Não mais serei a tua voz, mas serei todo o teu amor!
Serei o livre arbítrio das tuas escolhas, e o teu destino...
A sombra que me cobres da luz do sol será a tua sombra,
e o sangue do meu corpo será o teu sangue!"

(...)

(Poeta- Dolandmay)

TEU CORPO


Teu corpo...
Meu abrigo
Ressonância de canções
Etéreas
Muito além do físico
Da matéria!
Meu descanso espiritual
Remanso transcendental
Teu corpo!
Meu universo
Eclosão de rimas e versos
Minha sintonia
Esboço de perfeição e harmonia
Arquitetura divina!

Simplesmente Teresa*