
Algo canta entusiasta além da normal escuta
como aglomerado de pássaros viageiros
que ao longe cortam o azul... não prisioneiros
assobiam louvor ao vento que os veste na labuta
qual murmúrio silente no escuro chão ignorado
que desafia a dura firmeza da rocha funda
na teia de raízes que a densa floresta, esconda
busca absorver vigor para seu corpo esverdeado
tal barulho de atrito das correntezas cobras
submersas num manancial oculto e invisíveis
frescas, límpidas que não recebem sobras...
não é permitido ouvir a ode da vida oculto
somente aquele como morto rendido ao amor
enterra-se no fundo deste campo in-culto.
Edgar Alejandro
Nenhum comentário:
Postar um comentário