
Não sei de que modo parabólico ou simples
brincalhão ou serio, tenho que lhe insinuar
que anseio seu sim o quanto a quero amar
se na menor suspeita se vira pelo invés...
se fico perto... e aceno um desejo obsceno
seu ato de tarde que vira as costas ao sol
apática ao afago da minha fronha e lençol
deixa-me aflito como quem perde terreno
abre abismo escuro, nebuloso de dúvida
tal cegueira de incerteza em negra noite
não deixa ver a estrela em mim reluzente
estou estático aqui penalizado e apaixonado
e finge que nem nota, muda a rota... Revolta
seus olhos lentos dizem talvez um dia... Solta.
Edgar Alejandro
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